Moda

Papo Sério: Sobre consumismo

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“Não tenho o que vestir!”

Quem nunca passou por isso que atire a primeira pedra. Quem é consumista sabe que apenas 20% do armário (em alguns casos 50%) é usado de verdade, até ficar velho. A outra parte tá lá só fazendo figuração. Vai dizer que não? As roupas que usamos ficam de fato velhas e a sensação de que não temos nada é verdadeira: estamos enjoadas de usar sempre as mesmas roupas.

As roupas que estão lá sem uso, se encaixam em algumas dessas opções:

– Não vestem bem

– Não cabem mais (seja porque engordou ou emagreceu)

– Não combinam com nada do seu armário ou com o seu estilo

– Não combinam com a vida que você leva. Não adianta ter um monte de peças para arrasar na noitada se a sua programação favorita é vinho no sofá de casa, né?

– São presentes que você não gosta.

– Você não encontra uma roupa legal e esquece o que tem de tão cheio que está o armário.

To falando por experiência própria. Já fui muito consumista. Quando morava com a minha mãe, tinha um armário gigantesco, entupido de roupas e aquela eterna sensação de não ter o que vestir. Roupas ainda com etiquetas, amarelando com o tempo e sem usar. E sempre me faltava algo. Uma roupa específica.

O tempo foi passado, a maturidade chegando, a vontade de economizar (e viajar) também. Quando casei, precisei migrar de um armário enorme, para um bem pequeno. E precisava me virar. No início, entulhei todas as minhas roupas lá e voltei para o mesmo problema: Não ter o que vestir, não achar o que eu tenho.

A partir daí, resolvi mudar de verdade. Segui alguns passos e dicas preciosas nesse momento e aplico todas até hoje. A gente já sabe de tudo isso, mas não custa repetir, né?

O primeiro passo foi me livrar de tudo o que não me servia mais. De verdade, de coração. Aquela peça que não te veste bem, mas é linda, deve sair do seu armário. Tá ocupando o lugar de uma peça linda e que te veste bem.

❤ O segundo passo foi analisar bem as minhas necessidades e meu estilo de vida: sou uma pessoa que trabalha de segunda à sexta (muitas vezes aos sábados e domingos) e que o programa favorito das noites do fds é ficar no sofá com o marido, vendo filme e tomando vinho. Adianta ter um montão de roupas de sair à noite? Adianta ter muitas roupas despojadas que não conseguirei usar no trabalho? Depois dessa análise, foi mais fácil compor um armário que condiz com as minhas necessidades. Muitas vezes, entro em uma loja e me apaixono por um vestido, mas paro e penso friamente: “Tenho onde usar essa peça?”

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❤ O terceiro passo foi verificar se tudo o que eu realmente amava, estava em condições de continuar sendo usado. Senão, pode ir pra doação. A ideia é substituir as peças que me fizeram felizes – mas estão acabadas – por novas ou similares. Nada de apego! O que precisar de ajuste, vai para costureira o mais rápido possível. A dica que eu gosto de usar é “vale a pena consertar essa peça?” Se no final das contas ficar mais caro que comprar uma nova parecida e de mesma qualidade, ela vai embora também. 

❤ O quarto passo foi arrumar tudo direitinho e deixar as peças mais fáceis de serem localizadas. Não adianta colocar as roupas de trabalhar no alto de armário, né? O que é muito usado, fica na frente.

❤ Depois de toda a arrumação, separei o que saiu do armário em três pilhas: As de doação, as que precisavam de ajuste ou reparo e as que estavam novinhas, mas não se encaixavam no meu perfil ou estilo.

A dica mais importante que eu posso dar agora é: transformar as peças novas e sem uso em dinheiro. Afinal de contas, não combina com o nosso estilo, mas pode combinar com outros estilos, né? A dica é vender em brechós e fazer a energia circular. Com o dinheiro arrecadado, podemos comprar o que realmente falta.

Aqui em Curitiba eu costumo vender minhas roupas no Lavô, tá novo. Um brechó super fofo no Batel. Eles analisam as peças que tem a cara deles e pagam um x por elas. Vale a pena passar por lá para conhecer.

Há quase 2 anos vivo com um armário bem compacto e posso dizer que a vida melhorou muito. Consigo decidir rápido o que vou vestir, só tenho peça bacana e por ter menos, me obrigo a combinar mais. A cada seis meses faço uma nova limpa e procuro não comprar por impulso. O dinheiro das compras vai para poupança e ano passado me levou para Buenos Aires, Foz do Iguaçu, Nova York. Esse ano vai me levar pro Japão, Nova York e se Deus quiser, Chile.

Espero que tenham gostado das dicas e quem começar a seguir, me conta nos comentários.

Beijos

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